Orações
Ladainha de Nossa Senhora (Ladainha de Loreto)
A Ladainha de Nossa Senhora — a Ladainha de Loreto, aprovada por Sisto V em 1587 — com a letra completa em português e latim: todas as invocações, o 'rogai por nós' (ora pro nobis), o Agnus Dei e a oração final. História do santuário de Loreto, os títulos lidos à luz da Escritura de Figueiredo e como rezá-la.

A Ladainha de Nossa Senhora — chamada também Ladainha de Loreto — é a oração mariana por excelência da Igreja. Não é uma devoção privada nem uma composição recente: é um texto aprovado pela Sé Apostólica, rezado nos santuários e nas igrejas há mais de quatro séculos, sobretudo ao fim do Rosário. É uma sucessão de títulos da Virgem — Mãe, Virgem, figuras tiradas das Escrituras, Rainha — a cada um dos quais a alma responde, num só fôlego: rogai por nós. Aqui você encontra a letra completa da Ladainha de Nossa Senhora, em português e em latim, com a história, o sentido de seus nomes lidos à luz da Bíblia, e como rezá-la bem.
A Ladainha de Nossa Senhora: letra completa
Eis o texto aprovado, na forma tradicional. A cada invocação da Virgem, responde-se Rogai por nós (em latim, Ora pro nobis).
Senhor, tende piedade de nós. (Kyrie, eleison.)
Cristo, tende piedade de nós. (Christe, eleison.)
Senhor, tende piedade de nós. (Kyrie, eleison.)
Cristo, ouvi-nos. (Christe, audi nos.)
Cristo, atendei-nos. (Christe, exaudi nos.)Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós. (Pater de caelis Deus, miserere nobis.)
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós. (Fili Redemptor mundi Deus,)
Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós. (Spiritus Sancte Deus,)
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós. (Sancta Trinitas, unus Deus,)Santa Maria, rogai por nós. (Sancta Maria, ora pro nobis.)
Santa Mãe de Deus, rogai por nós. (Sancta Dei Genitrix,)
Santa Virgem das virgens, rogai por nós. (Sancta Virgo virginum,)
Mãe de Cristo, rogai por nós. (Mater Christi,)
Mãe da divina graça, rogai por nós. (Mater divinae gratiae,)
Mãe puríssima, rogai por nós. (Mater purissima,)
Mãe castíssima, rogai por nós. (Mater castissima,)
Mãe imaculada, rogai por nós. (Mater inviolata,)
Mãe intemerata, rogai por nós. (Mater intemerata,)
Mãe amável, rogai por nós. (Mater amabilis,)
Mãe admirável, rogai por nós. (Mater admirabilis,)
Mãe do bom conselho, rogai por nós. (Mater boni consilii,)
Mãe do Criador, rogai por nós. (Mater Creatoris,)
Mãe do Salvador, rogai por nós. (Mater Salvatoris,)
Virgem prudentíssima, rogai por nós. (Virgo prudentissima,)
Virgem venerável, rogai por nós. (Virgo veneranda,)
Virgem louvável, rogai por nós. (Virgo praedicanda,)
Virgem poderosa, rogai por nós. (Virgo potens,)
Virgem clemente, rogai por nós. (Virgo clemens,)
Virgem fiel, rogai por nós. (Virgo fidelis,)
Espelho de justiça, rogai por nós. (Speculum justitiae,)
Sede da sabedoria, rogai por nós. (Sedes sapientiae,)
Causa da nossa alegria, rogai por nós. (Causa nostrae laetitiae,)
Vaso espiritual, rogai por nós. (Vas spirituale,)
Vaso honorífico, rogai por nós. (Vas honorabile,)
Vaso insigne de devoção, rogai por nós. (Vas insigne devotionis,)
Rosa mística, rogai por nós. (Rosa mystica,)
Torre de Davi, rogai por nós. (Turris Davidica,)
Torre de marfim, rogai por nós. (Turris eburnea,)
Casa de ouro, rogai por nós. (Domus aurea,)
Arca da Aliança, rogai por nós. (Foederis arca,)
Porta do céu, rogai por nós. (Janua caeli,)
Estrela da manhã, rogai por nós. (Stella matutina,)
Saúde dos enfermos, rogai por nós. (Salus infirmorum,)
Refúgio dos pecadores, rogai por nós. (Refugium peccatorum,)
Consoladora dos aflitos, rogai por nós. (Consolatrix afflictorum,)
Auxílio dos cristãos, rogai por nós. (Auxilium Christianorum,)
Rainha dos Anjos, rogai por nós. (Regina Angelorum,)
Rainha dos Patriarcas, rogai por nós. (Regina Patriarcharum,)
Rainha dos Profetas, rogai por nós. (Regina Prophetarum,)
Rainha dos Apóstolos, rogai por nós. (Regina Apostolorum,)
Rainha dos Mártires, rogai por nós. (Regina Martyrum,)
Rainha dos Confessores, rogai por nós. (Regina Confessorum,)
Rainha das Virgens, rogai por nós. (Regina Virginum,)
Rainha de todos os Santos, rogai por nós. (Regina Sanctorum omnium,)
Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós. (Regina sine labe originali concepta,)
Rainha assunta ao Céu, rogai por nós. (Regina in caelum assumpta,)
Rainha do santíssimo Rosário, rogai por nós. (Regina sacratissimi Rosarii,)
Rainha da paz, rogai por nós. (Regina pacis,)Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor. (Agnus Dei... parce nobis, Domine.)
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor. (...exaudi nos, Domine.)
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. (...miserere nobis.)V/. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus. (Ora pro nobis, sancta Dei Genitrix.)
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. (Ut digni efficiamur promissionibus Christi.)Oremos. Concedei aos vossos servos, vos pedimos, Senhor Deus, gozar de perpétua saúde de alma e de corpo, e, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, ser livres da tristeza presente e gozar da alegria eterna. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Concede nos famulos tuos, quaesumus, Domine Deus, perpetua mentis et corporis sanitate gaudere: et, gloriosa beatae Mariae semper Virginis intercessione, a praesenti liberari tristitia, et aeterna perfrui laetitia. Per Christum Dominum nostrum. Amen.
De onde veio a Ladainha de Loreto
O nome vem do santuário da Santa Casa de Loreto, na Itália — a casa de Nazaré onde a Virgem recebeu o anúncio do Anjo, transportada, segundo a tradição, para a costa adriática. Foi ali que, no correr do século XVI, esta forma da ladainha se fixou e se difundiu pela boca dos inúmeros peregrinos que à Santa Casa acorriam. Embora invocações marianas em forma de ladainha existissem desde a Idade Média, foi o texto de Loreto que prevaleceu.
A aprovação solene veio do papa Sisto V, pela bula Reddituri, de 11 de julho de 1587. Devoto de Loreto, o pontífice deu sanção oficial à ladainha — junto à do Santíssimo Nome de Jesus — e recomendou aos pregadores que a propagassem. À semelhança das outras grandes ladainhas da Igreja, como a Ladainha de Todos os Santos e a Ladainha de São José, ela faz do louvor uma súplica repetida. Desde então, esta é a forma que a Igreja reza publicamente. Acrescentaram-se ao longo dos séculos algumas invocações: Auxílio dos cristãos (após Lepanto), Rainha concebida sem pecado original (no século XIX), Rainha do santíssimo Rosário (Leão XIII), Rainha da paz (Bento XV, 1917) e Rainha assunta ao Céu (Pio XII, 1950) — mas o corpo da oração é o mesmo de 1587.
Os títulos, lidos à luz da Escritura
Nenhum dos nomes da ladainha é invenção poética solta: todos brotam da Sagrada Escritura, lida pela Igreja. Tomemos alguns, na tradução do Pe. Figueiredo.
O título primeiro — Mãe da divina graça — repousa na saudação do Anjo, que chama Maria "cheia de graça":
Entrando pois o anjo onde ela estava, disse-lhe: Deus te salve, cheia de graça: O Senhor é contigo: Benta és tu entre as mulheres. — São Lucas 1, 28 (Figueiredo)
A pureza confessada em Mãe imaculada e Mãe intemerata tem eco no Cântico, onde o Esposo louva a Esposa sem mácula — figura que a tradição aplica à Virgem:
Tôda tu és formosa, amiga minha, e em ti não há mácula. — Cântico dos Cânticos 4, 7 (Figueiredo)
O nome Porta do céu (Janua caeli) vem do espanto de Jacó em Betel, ao reconhecer no lugar santo a entrada para Deus — e a Virgem é a porta por onde o Verbo entrou no mundo, e por onde nós subimos a Ele:
Que terrível é êste lugar! Verdadeiramente não é isto outra coisa, que a casa de Deus, e a porta do céu. — Gênesis 28, 17 (Figueiredo)
E o coro dos títulos de Rainha, que fecha a ladainha, cumpre a profecia que a própria Maria cantou no Magnificat — que todas as gerações a haviam de chamar bem-aventurada:
Porque eis aí de hoje em diante me chamarão bem-aventurada tôdas as gerações. — São Lucas 1, 48 (Figueiredo)
Rezar a ladainha é, pois, repassar a Escritura inteira condensada nos nomes de uma só mulher: a Mãe que é Arca da Aliança, Trono da Sabedoria, Estrela que precede o Sol.
Como e quando rezar a Ladainha de Nossa Senhora
A ladainha pede a forma dialogada: um conduz a invocação, os outros respondem Rogai por nós. Sozinho, rezam-se as duas partes, sem pressa. Eis os usos tradicionais:
- Ao fim do Rosário, sobretudo aos sábados — dia de Nossa Senhora — e durante o mês de maio. É o lugar mais comum e mais belo da ladainha: coroa as cinco dezenas, recitadas segundo os mistérios do terço, com cinquenta nomes da Virgem.
- No mês de maio e no de outubro, mês do Rosário, como exercício mariano diário, em família ou na igreja.
- Nas grandes necessidades, pessoais ou da Igreja: a ladainha é súplica, e a Virgem é, nela mesma, Refúgio dos pecadores e Consoladora dos aflitos.
Reze devagar, deixando cada título descer ao coração antes do rogai por nós. Não é uma lista a vencer, mas um rosário de nomes: em cada um, olha-se para a mesma Mãe sob uma luz nova.
Ladainha de Nossa Senhora cantada
A Ladainha de Loreto é, por excelência, uma oração cantada. A forma tradicional segue o canto gregoriano: um cantor (ou o sacerdote) entoa cada invocação — Sancta Maria — e o coro ou a assembleia responde ora pro nobis numa fórmula simples e repetida. É assim que a ladainha soa nas Missas votivas de Nossa Senhora, nas procissões e nas bênçãos do Santíssimo. O texto que se canta é exatamente o mesmo da letra acima: a melodia não muda uma só palavra.
Em português, circulam diversas versões cantadas populares — gravações de comunidades, de cantores católicos e de programas de rádio e televisão religiosa. São úteis para aprender o ritmo e a alternância das vozes, mas convém lembrar que o texto oficial e fixo é o aprovado por Sisto V: as melodias variam, a letra não. Quem quiser cantar a ladainha pode partir do tom gregoriano clássico, que se encontra nos saltérios e nos Liber tradicionais, e que une a oração à voz da Igreja de todos os séculos. A cifra ou a partitura ajudam a aprender; o essencial, porém, é que o canto sirva à oração, e não o contrário.
Ladainha de Nossa Senhora para imprimir, em PDF e escrita
Para rezar com calma — em família, num grupo de oração ou a sós — convém ter a letra escrita diante dos olhos. Toda a Ladainha de Nossa Senhora escrita está nesta página, em português e latim, do Kyrie à oração final: basta copiá-la, imprimir a página ou guardá-la em PDF pelo seu navegador (em geral, "Imprimir" → "Salvar como PDF"). Assim você tem sempre à mão o texto completo para a recitação rezada, sem depender de conexão.
No aplicativo Iter Fidei, a ladainha vem já formatada para a oração, com o latim ao lado e o áudio para acompanhar — uma forma prática de tê-la sempre consigo, impressa ou no bolso.
As ladainhas de Nossa Senhora sob seus vários títulos
Muitos buscam a "ladainha de Nossa Senhora Aparecida", "de Fátima", "do Carmo" ou de outra advocação. É preciso uma distinção serena. A única ladainha mariana aprovada pela Igreja para o culto público é a Ladainha de Loreto — o texto acima. Ela não muda de uma devoção para outra: quando se honra Nossa Senhora Aparecida, de Fátima ou do Carmo, reza-se a mesma Ladainha de Loreto, pois é sempre a mesma e única Mãe de Deus que se invoca sob títulos diversos. As "ladainhas" próprias de cada santuário que por vezes circulam são composições devocionais locais, não o texto oficial; podem alimentar a piedade, mas não substituem nem corrigem a ladainha aprovada, e nenhum título acrescenta poder à oração — a eficácia vem da intercessão de Maria, não da fórmula.
Eis o sentido católico das advocações mais procuradas:
Ladainha de Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora Aparecida é a Padroeira do Brasil — a imagem da Imaculada Conceição achada nas águas do rio Paraíba em 1717. Para honrá-la, reza-se a Ladainha de Loreto: a invocação Rainha concebida sem pecado original (Regina sine labe originali concepta) é precisamente a que toca o mistério da Imaculada, que a imagem aparecida representa. Quem deseja uma ladainha "de Aparecida" reza, pois, a ladainha mariana da Igreja, oferecendo-a à Padroeira do Brasil.
Ladainha de Nossa Senhora da Conceição (das Graças)
A advocação da Imaculada Conceição — e a da Medalha Milagrosa, dita "das Graças" — encontra na Ladainha de Loreto os seus títulos próprios: Mãe imaculada, Mãe intemerata e, sobretudo, Rainha concebida sem pecado original, invocação acrescentada no século XIX, no clima do dogma de 1854. Rezar a ladainha é confessar a pureza original de Maria, que essas devoções celebram.
Ladainha de Nossa Senhora de Fátima
Em Fátima (1917), a Virgem pediu o Rosário e a devoção a seu Imaculado Coração. A ladainha que coroa o Rosário é a de Loreto; e a invocação Rainha da paz (Regina pacis), acrescentada por Bento XV em 1917 — o mesmo ano das aparições — exprime de modo singular a mensagem de Fátima, que é de oração e penitência pela paz do mundo.
Ladainha de Nossa Senhora do Carmo
Nossa Senhora do Carmo é a Virgem do Escapulário, padroeira da Ordem do Carmo. Honra-se a sua festa (16 de julho) rezando a Ladainha de Loreto: nenhum título carmelita é excluído dela, pois é a mesma Mãe a quem o escapulário consagra. O Escapulário é sinal de pertença a Maria e promessa de sua proteção, não amuleto: vale pela vida cristã de quem o usa.
Ladainha de Nossa Senhora das Dores
A devoção às Sete Dores da Virgem contempla Maria ao pé da Cruz. Embora exista o piedoso terço das Dores próprio dessa devoção, a ladainha mariana é sempre a de Loreto, onde os títulos Consoladora dos aflitos e Saúde dos enfermos se voltam para a Mãe que sofreu junto ao Filho — aquela de quem Simeão profetizou que "uma espada traspassaria a tua alma" (São Lucas 2, 35).
Ladainha de Nossa Senhora do Rosário
Como vimos, a Ladainha de Loreto é a oração que tradicionalmente fecha o Rosário, e contém a invocação Rainha do santíssimo Rosário (Regina sacratissimi Rosarii), introduzida por Leão XIII. A "ladainha do Rosário" é, portanto, a própria Ladainha de Loreto rezada ao fim das cinco dezenas. Veja como rezar o terço e os mistérios do terço.
Outras advocações (Perpétuo Socorro, La Salette, do Desterro, da Penha)
O mesmo princípio vale para Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de La Salette, do Desterro, da Penha e tantas outras: são títulos de uma só Virgem, e a ladainha que a Igreja reza para honrá-la é sempre a de Loreto. Onde houver "ladainhas" próprias de santuário, trata-se de devoção local louvável, mas o texto aprovado e universal é o desta página.
Perguntas Frequentes
Qual é a letra completa da Ladainha de Nossa Senhora?
A letra completa está acima, em português e latim: começa com o Kyrie e as invocações à Santíssima Trindade, segue com as invocações marianas (Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe da divina graça… até Rainha da paz), todas com a resposta Rogai por nós (Ora pro nobis), e termina com o Agnus Dei, o versículo Rogai por nós, Santa Mãe de Deus e a oração Oremus.
Por que se chama Ladainha de Loreto?
Porque esta forma da ladainha se difundiu a partir do santuário da Santa Casa de Loreto, na Itália, onde era rezada pelos peregrinos já no século XVI. Foi aprovada pelo papa Sisto V em 1587 e desde então é a ladainha mariana oficial da Igreja.
O que significa "rogai por nós"?
É a resposta da assembleia a cada invocação: pede-se a Maria que interceda por nós junto a Deus. Em latim é Ora pro nobis — "rogai por nós". Não se adora a Virgem: pede-se a sua oração, como se pede a de um amigo, mas de uma Mãe que tudo pode junto a seu Filho.
Quando se reza a Ladainha de Nossa Senhora?
Tradicionalmente ao fim do Rosário, em especial aos sábados, no mês de maio (mês de Maria) e no mês de outubro (mês do Rosário), e em tempos de necessidade. Pode ser rezada em família, em comunidade ou a sós.
Quem aprovou a Ladainha de Loreto?
O papa Sisto V, pela bula Reddituri, em 11 de julho de 1587. Algumas invocações foram acrescentadas depois por outros papas (como Rainha da paz, em 1917, e Rainha assunta ao Céu, em 1950), mas o corpo da oração é o de 1587.
Posso rezar a ladainha em latim?
Sim. O latim é a língua própria da liturgia romana, e a ladainha é cantada e rezada em latim há séculos (Sancta Maria, ora pro nobis…). O texto latino completo está acima, ao lado do português. Rezar em latim une-nos à voz da Igreja de todos os tempos.
Existe uma ladainha própria de Nossa Senhora Aparecida (ou de Fátima, do Carmo)?
A única ladainha mariana aprovada pela Igreja para o culto público é a Ladainha de Loreto — a desta página. Para honrar Nossa Senhora Aparecida, de Fátima, do Carmo ou qualquer outra advocação, reza-se essa mesma ladainha, pois é sempre a única Mãe de Deus invocada sob títulos diversos. "Ladainhas" próprias de santuário são devoções locais, não o texto oficial.
Como cantar a Ladainha de Nossa Senhora?
A forma tradicional segue o canto gregoriano: um cantor entoa a invocação (Sancta Maria) e o coro responde ora pro nobis, numa melodia simples e repetida. A letra cantada é exatamente a mesma do texto acima — as melodias variam, as palavras não. O tom gregoriano clássico está nos saltérios e nos Liber tradicionais.
Onde encontro a Ladainha de Nossa Senhora para imprimir ou em PDF?
Toda a letra escrita está nesta página, em português e latim. Você pode copiá-la, imprimi-la ou salvá-la em PDF pelo próprio navegador ("Imprimir" → "Salvar como PDF"). No aplicativo Iter Fidei ela vem formatada para a oração, com o latim ao lado e áudio.
O que é a consagração a Nossa Senhora?
É o ato de entregar-se inteiramente a Maria — corpo, alma e obras — para que, por suas mãos, tudo seja oferecido a Cristo. Na tradição, tem sua expressão mais célebre na "verdadeira devoção" ensinada por São Luís Maria Grignion de Montfort: fazer-se "escravo de amor" da Virgem para chegar mais seguramente a Jesus. Veja como fazer a consagração a Nossa Senhora e, para quem deseja um exercício mariano diário, o Ofício de Nossa Senhora. Rezar a Ladainha de Loreto, repassando os nomes da Mãe, é um modo cotidiano de viver essa entrega. Encontre estas e outras orações católicas na nossa coletânea.
O aplicativo Iter Fidei traz as orações, os terços e as novenas, em latim e português, com áudio. Baixe aqui.
Fontes. Bíblia Sagrada, tradução do Pe. António Pereira de Figueiredo (São Lucas 1,28 e 1,48; Cântico dos Cânticos 4,7; Gênesis 28,17); Ladainha de Loreto conforme o uso litúrgico tradicional aprovado por Sisto V (bula Reddituri, 1587).